Ou seja, todos podem visualizar as transações realizadas na rede. Com efeito, cada nó (cada participante) possui uma cópia da base de dados no seu computador que permite conhecer o histórico de todas as trocas. O código de um blockchain, na maioria dos casos, é de código aberto. Isso significa que qualquer pessoa pode visualizá-lo e sugerir melhorias.
O blockchain é seguro de duas maneiras. Conforme observado anteriormente, todos possuem uma cópia do banco de dados, o que significa que um participante da rede não pode modificá-lo sem que outros percebam. A blockchain também é protegida pelo fato de que cada bloco é fechado por uma função hash.
Desta forma, para poder alterar o bloco em questão, seria necessário poder modificar simultaneamente 51% das cópias da blockchain, o que exigiria demasiados recursos informáticos. Assim, as informações registradas na blockchain podem ser consultadas por todos e não podem ser adulteradas.
A descentralização, transparência e segurança possibilitadas pela tecnologia blockchain facilitaram o desenvolvimento de moedas digitais.
Se hoje existem mais de 10 mil criptomoedas, a primeira delas, o Bitcoin, também é a mais importante. Vamos contar um pouco mais sobre o nascimento do conceito de criptomoeda.
Nas origens das criptomoedas, dos cypherpunks e da criação do Bitcoin – As origens do Bitcoin remontam ao início dos anos 90, quando os cypherpunks (cripto anarquistas em francês) começaram a se encontrar e trocar ideias.
Cypherpunks são indivíduos apaixonados por criptografia cujo objetivo é possibilitar a proteção de dados privados na Internet. Este movimento, nascido em São Francisco, posteriormente tornou-se global. Os cypherpunks trocaram ideias com o objetivo de criar uma Internet livre graças a uma lista de e-mail.